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  • MJ, Além da lenda.

    27. Jun. 2009, 0:03


    Ele era homem, era gay
    Era negro, branco não sei!
    Só sei que era belo
    Dançava, cantava
    Era tudo
    Era um ídolo
    Era humano
    Errava tão errado
    Que andava pra trás
    Mas acertava nas palavras
    E nos gestos que ainda faz
    Porque está vivo
    É imortal
    E prova que branco, negro, do bem ou do mal
    O que interessa é que a alma dança no final!


    - Do Fábio Rabim -





    Michael Jackson
  • Good Bye, Mr. Jackson.

    26. Jun. 2009, 5:48




    † Girl, this is thriller, thriller night... †Michael Jackson
  • Duffy Duck

    9. Jun. 2009, 3:44

    À primeira vista sua voz pode soar estranha, com um "leve" teor anasalado e, segundo dizem, com um jeito "pata" de ser.

    Mas Aimee Anne Duffy, galega de pele e nascimento, lançada em plena era das "", vai muito além de sua peculiar voz e mostra a que veio.

    Duffy toca. Para quem vai além da baladinha “Mercy” e da comercial “Rain On Your Parade”, a loira se revela uma grande compositora e intérprete, principalmente a quem vê na música a companheira perfeita para seus momentos de, digamos, tristeza sentimental.

    Creio que foi assim que o álbum “Rockferry” se construiu, ou pelo menos é isto que Duffy quer que se afira de seu primeiro trabalho.

    Rockferry começa com a canção que deu título ao álbum, e faz referência ao condado de Rock Ferry,no oeste da Inglaterra, local onde a avó de Duffy reside. A música tem uma melodia melancólica bem acertada, que se revela reflexiva e deduz um relacionamento no fim, com uma possível fuga [à Rock Ferry?!] em uma viagem.

    A segunda faixa traz outras referências pessoais de Duffy, Warwick Avenue é o nome de uma estação de metrô de Londres, freqüentada por Duffy em muitas ocasiões. É lá o local em que ela marca com seu namorado - ou seria “ex”? - para mais uma vez o deixar. “Duffy” não quer mais um amor que a machucou, e por mais que esperasse o melhor, o “trem chegou e ela teve que partir.”

    Serious, terceira música do álbum, a primeira com um vocal acompanhando Duffy, vem seguindo a linha das “canções-relacionamentos”, Duffy canta como alguém que se cansou de um relacionamento de brincadeira. Ela quer algo Sério, um amor sério e maduro que a faça se sentir mais segura.

    Engolindo seco e com os olhos marejados, é assim que imagino a mulher que canta Stepping Stone, a 4ª canção. Já novamente com o uso dos vocais, as batidas lentas da música ajudam a estabelecer o desabafo da letra, onde “Duffy” não quer mais um retorno ao amor outrora vivido e não quer ser mais a “stepping stone”, quer sim ficar ereta, ainda que signifique ficar... sozinha.

    À capella Duffy inicia a pequena Syrup & Honey sua 5ª música-álbum. Com um acompanhamento instrumental bem leve, Duffy se revela doce, mas exige a devida atenção que merece. Baby, baby, baby... spend your time on me..., repete ela, tal qual um mantra apaixonado.

    Na 6ª música, Hanging on Too Long Duffy já está consolidada em cantar seus sentimentos, agüentando por muito tempo, ela se auto-intitula uma boba, sempre esperando por um sinal que nunca veio, esperando que seu amado ficasse do seu lado, esperando por muito tempo...

    Mercy, a “single-pop” de Duffy, trás todo um ritmo até então inédito no disco. Com uma “batidinha” viciante e dançante, que remete a algo de anos 60/70, Duffy implora por misericórdia, “pedindo” para ser liberta do feitiço que a tomou por inteiro.

    Uma Duffy humorada surge em Delayed Devotion, a 8ª música do álbum. Com um estilo seiscentista, Duffy esnoba seu “boy” e diz que ele precisará de um brinquedo novo, já que para uma “Devoção Atrasada” é tarde demais.

    Uma poética I'm Scared vem como penúltima faixa de Rockferry, trazendo à tona todo o sentimentalismo marcante de Duffy. A intérprete parece recém-abandonada por alguém de quem muito amou, ficando então, exposta e assustada...

    Rockferry tem em sua última faixa uma mensagem de esperança. Distant Dreamer pode seguir o contexto do disco e referir-se a sentimentos individuais da cantora. Mas podemos situá-la na no desejo crônico por dias melhores que rege o coletivo mundial, onde diferenças não serão objetos de dissídios, e sim, a possibilidade de sempre aprender algo novo. Nem que isto seja um sonho, um sonho distante.

    Rockferry é realmente um álbum em tons de preto e branco, cantado na solidão de alguém para a solidão de outrem. Que fique a simplicidade de suas rimas, com a grandeza de suas palavras.



    Apêndice: Para quem ainda não se satisfez com a diva galega, Duffy nos presenteou com a Edição de Rockferry Deluxe, com mais 7 faixas extras. De “Rain on Your Parade”, com uma Duffy animada, anasalada e sádica, passando por uma instigante “Fool for You”, uma melódica “Please Stay”, até leve Enough Love, Duffy mostra a que veio, inferindo que há muito mais por vir...