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  • Roger Hodgson's Breakfast in America Tour - São Paulo

    29. Apr. 2012, 3:50

    Quinta 26 Abr – The Legendary Voice of Supertramp Roger Hodgson with band

    Pronto, formalidade apenas no título do blog :] Definitivamente foi o melhor show que eu vi na vida. Melhor até que o de 2010. Não sei se eu estava mais comportado no show de 2010, mas eu simplesmente me acabei no de anteontem. Sem querer parecer muito religioso, mas creio que Deus realmente preparou o dia para mim, pois tudo deu certo! Desde as 8hs da manhã quando um contêiner de um caminhão derrubou um poste de energia em frente a universidade e interrompeu minha prova, assim como todas as aulas do dia. Logo, cheguei inteiraço no show, assim como meus amigos. Não paramos em nenhuma música, e as fotos foram poucas porque Roger Hodgson não nos deixava parar para tirar. Foi um clássico atrás do outro, começando com Take The Long Way Home, depois School(que fez um dos colegas de mesa delirar; ele veio no show para ouvir no mínimo essa música), seguida com In Jeopardy e Lovers In The Wind.

    Hide In Your Shell pôs o público aos pés de Roger, e no final dessa obra-prima eu já estava completamente rouco. Easy Does It emendou Sister Moonshine (facilmente ela faz isso. Sacou a piada? (sem graça... XD)) que levou ao superclássico do rock em que todos cantaram juntos: Breakfast In America. Logo depois, C'est Le Bon e A Soapbox Opera, para recarregar energias para o maior sucesso de todos os tempos do Supertramp, The Logical Song. Aí o show estava feito, mas não para o Roger, que pulou para a incrível Death and a Zoo, no qual ele deixou a questão: "Nessa música eu quis mostrar o que deve ser pior caso você fosse um animal, ser morto de vez ou viver preso o resto da vida num zoológico" A dúvida dividiu as opiniões da platéia (apenas gênios conseguem algo do gênero).

    Depois ele veio com Lord Is It Mine, com toda a atmosfera do álbum Breakfast In America, que puxou Child of Vision. Minha amiga se derreteu. Pulando para o álbum Famous Last Words, Roger toca Know Who You Are e Don't Leave Me Now, arrancando lágrimas de muitos. E mesmo assim eu não parava, hehe. Neste instante, Roger faz uma pausa e comenta de quando ele veio a primeira vez no Brasil em 1998, e que no aeroporto havia um grupo de Dreamers para recepcioná-lo. Nesse momento, ele dedica a próxima música (que já deu pra notar qual é) ao meu amigo Walter Russo, enciclopédia viva, ambulante e muito amigo de todos os integrantes do Supertramp (tenho uma inveja boa dele :]) Aí finalmente o público se soltou de vez, a alegria tomou conta definitivamente e ao som de "C'mon on dreamer, dream along" da platéia a noite estava ganha, o mundo parecia estar naquele local todo junto durante o último refrão. Nesse momento, já não cantava junto, eu berrava junto, estava completamente extasiado. E para deixar a gente triste, Roger anuncia a última música, Fool's Overture, um verdadeiro hino de se cantar de peito aberto.

    Claro que não era a última música, e ao som de 'Ole, ole, ole, ole, Roger, Roger' ele retorna, e sob uma ovação vem Two Of Us. No fim ele chama todos para perto do palco (a gente que estava na 7ª fileira foi para a segunda, muito perto) e a gente já sabia o que esperar. Todos formam um grande coral com Give a Little Bit e para encerrar com chave de ouro, It's Raining Again. Só por essa música já valeu o show, poder ouví-la, cantá-la, pular e dançar com os amigos tão perto dele e perceber que todos estão fazendo o mesmo. E com o conjunto da obra, posso dizer a nota do show não é nada menor que 10. Todos saíram de lá completamente renovados. Não são muitos que conseguem isso e o Roger conseguiu. Definitivamente he is the man.

    Logo após, Walter me aparece com duas pulseiras azuis. Ele me dá a melhor notícia que eu poderia ter, elas dão direito a entrar no camarim do Roger para tirar uma foto com ele. E elas eram extremamente limitadas. Dou a outra para minha amiga. Enquanto eu esperava as pessoas à frente, pude conversar e pegar um autógrafo do baixista David Carpenter, que com seu jeitão de roqueiro dos anos 90 e garrafa de Heineken na mão se mostra um cara muito gente boa. Ele agradece sem jeito a todos os elogios que dou ao show. Logo após vem o momento tão esperado. Roger nos recepciona com seu largo sorriso e pergunta nossos nomes. Enquanto ele tenta pronunciar o meu, 'Danil-Denilo-Denilou', até sair algo como Dhanilo, eu olhava para aquele semblante que eu havia visto tantas vezes em fotos, videos, DVDs e que mesmo com 62 anos continuava o mesmo, a voz de todos os álbuns, músicas que me fizeram delirar durante os últimos seis anos e não conseguia acreditar que aquele momento era real. Logo após entregamos a máquina fotográfica a uma mulher que estava atrás de nós na fila (uma má fotógrafa por sinal) e o Roger nos abraça firmemente para a foto. Um abraço de verdade. Foi incrível demais. Saímos de lá completamente abobalhados, e assim estamos até agora.

    Resumo:

    Um ingresso para ver Roger Hodgson num lugar bom: 200 reais
    Uma lata de guaraná Antárctica no Via Funchal: 6 reais
    A sensação de poder ter o melhor dia da sua vida com seu maior ídolo: não tem preço.